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Referencial Curricular de Computação e Educação Digital — Floresta do Araguaia (2026)

Identificação da fonte

Título apresentado na capa: Currículo da BNCC da Computação e Educação Digital — da Educação Infantil, Ensino Fundamental e Educação de Jovens e Adultos.

Instituição: Prefeitura Municipal de Floresta do Araguaia — Pará / Secretaria Municipal de Educação e Cultura.

Natureza: Referencial Curricular Municipal de Computação e Educação Digital, elaborado como complementação à BNCC da Computação para a rede municipal.

Abrangência: Educação Infantil, Ensino Fundamental (1º ao 9º ano) e Educação de Jovens e Adultos (EJA).

Marco temporal declarado no documento: implantação sistemática na rede municipal a partir do primeiro semestre de 2026, vinculada ao processo de aprovação do Referencial Curricular de Computação (RCC) pelo Conselho.

Arquivo-fonte público: REFERENCIAL CURRICULAR .BNCC - 2026 - Floresta do Araguaia.pdf

Integridade da cópia analisada em 07/09/2026:

  • 163 páginas;
  • 1.981.590 bytes;
  • SHA-256: afc2839533115fb53ad24ba9532b43a1f34c2bf4a867a363e415f1c4bb59ccba.

Este registro preserva a identidade, proveniência, integridade e função arquitetural da fonte. A redação original do PDF deve ser preservada como evidência documental; normalizações no SIGESC não devem alterar silenciosamente o texto da fonte.

Função correta no ecossistema curricular do SIGESC

Este documento não é o Documento Curricular Municipal geral de todas as áreas e não deve substituí-lo. Ele é uma fonte curricular municipal específica para Computação e Educação Digital, articulada ao Complemento à BNCC da Computação.

No SIGESC, sua posição recomendada é:

  1. BNCC / Complemento à BNCC da Computação — referência nacional canônica;
  2. Documento Curricular Municipal geral — referência curricular municipal ampla;
  3. Referencial Curricular Municipal de Computação e Educação Digital — 2026 — fonte municipal específica de Computação;
  4. versão curricular estruturada no SIGESC — representação normalizada e temporalmente versionada;
  5. registro de conteúdo do professor — o que foi efetivamente trabalhado;
  6. cobertura curricular — previsto × realizado;
  7. avaliação e evidências de aprendizagem — o que cada estudante demonstrou.

Assim, o Referencial de Computação deve funcionar como fonte de autoridade curricular municipal para o domínio de Computação, sem apagar a identidade da BNCC nem concorrer com o DCM geral.

Fundamentos e eixos

O documento apresenta a Educação Digital como parte da formação integral e vincula a implementação municipal às normas nacionais de Computação na Educação Básica e à Política Nacional de Educação Digital.

Toda a organização pedagógica é construída sobre três eixos:

  • Pensamento Computacional;
  • Mundo Digital;
  • Cultura Digital.

O texto reforça que Computação não se limita ao uso de equipamentos: envolve raciocínio, resolução de problemas, compreensão dos sistemas digitais, cidadania, ética, segurança e responsabilidade no ambiente digital.

Estrutura do documento

O documento contém 33 seções. Entre os blocos principais estão:

  • apresentação, justificativa e fundamentos do Referencial Curricular Municipal;
  • explicação dos códigos alfanuméricos da BNCC da Computação;
  • Educação Infantil;
  • Ensino Fundamental — Anos Iniciais;
  • transversalidade da Computação por áreas do conhecimento;
  • organização específica do 1º ao 5º ano;
  • habilidades unificadas do 1º ao 5º ano;
  • Ensino Fundamental — Anos Finais;
  • organização específica do 6º ao 9º ano;
  • habilidades unificadas do 6º ao 9º ano;
  • EJA — 1ª e 2ª etapas;
  • avaliação;
  • considerações finais;
  • referências bibliográficas.

As tabelas curriculares combinam, conforme a etapa, campos como:

  • eixo;
  • objeto do conhecimento;
  • objetivo de aprendizagem;
  • habilidade BNCC Computação;
  • componentes curriculares relacionados;
  • sugestões metodológicas.

Essa estrutura é especialmente relevante para o SIGESC porque oferece não apenas o código da habilidade, mas também contexto pedagógico para planejamento, transversalidade e futura geração supervisionada de avaliações.

Educação Infantil

Na Educação Infantil, o documento trabalha os três eixos de forma lúdica, mediada e também desplugada, conectando a Computação aos Campos de Experiência.

Foram identificados 11 objetivos/habilidades EI03CO, de EI03CO01 a EI03CO11.

As tabelas apresentam o eixo, o objetivo de aprendizagem e sugestões metodológicas. Exemplos de contextos descritos incluem reconhecimento de padrões, sequências de tarefas, algoritmos em brincadeiras, decisões verdadeiro/falso, reconhecimento de dispositivos, interfaces, uso seguro e hábitos saudáveis no uso de artefatos computacionais.

Ensino Fundamental — habilidades específicas por ano

A cópia analisada contém 82 códigos específicos EFxxCOxx, distribuídos da seguinte forma:

Ano Quantidade Faixa identificada
1º 7 EF01CO01 a EF01CO07
2º 6 EF02CO01 a EF02CO06
3º 9 EF03CO01 a EF03CO09
4º 8 EF04CO01 a EF04CO08
5º 10 EF05CO01 a EF05CO10
6º 10 EF06CO01 a EF06CO10
7º 11 EF07CO01 a EF07CO11
8º 11 EF08CO01 a EF08CO11
9º 10 EF09CO01 a EF09CO10

Nas tabelas por ano, o Referencial relaciona habilidades de Computação a outros componentes curriculares e apresenta sugestões metodológicas. Isso oferece uma base concreta para transversalidade e para vincular no SIGESC habilidade de Computação ↔ componente relacionado ↔ atividade/metodologia.

Habilidades unificadas

O documento possui dois conjuntos adicionais de habilidades de etapa, cuja progressão não deve ser tratada como se cada habilidade pertencesse exclusivamente a um único ano.

1º ao 5º ano

Foram identificadas 9 habilidades unificadas, de EF15CO01 a EF15CO09.

O próprio Referencial explica que a unificação pretende favorecer desenvolvimento progressivo, fundamentação comum, flexibilidade pedagógica e interdisciplinaridade. A complexidade deve crescer conforme o desenvolvimento dos estudantes.

6º ao 9º ano

Foram identificadas 12 habilidades unificadas, de EF69CO01 a EF69CO12.

O texto associa essa unificação à progressão contínua, flexibilidade curricular, competências essenciais, cidadania digital e integração entre áreas. Para o SIGESC, isso significa que o modelo curricular precisa representar habilidades com escopo de faixa/etapa, e não forçar toda habilidade a um único ano.

Escola em Tempo Integral e Campo Integrador Tecnologia e Informática

O Referencial relaciona a BNCC da Computação à Educação em Tempo Integral e registra o Campo Integrador Tecnologia e Informática na matriz curricular municipal.

O documento cita a Resolução nº 203, de 15 de maio de 2025, do Conselho Estadual de Educação, além do processo nº 2024/1377986-CEE/PA e do Parecer nº 242/2024-CEE/PA, no contexto da aprovação da Matriz Curricular Unificada de Tempo Integral.

Para o SIGESC, esse trecho é relevante porque Computação pode aparecer tanto de forma transversal quanto vinculada ao Campo Integrador Tecnologia e Informática, sem que esses dois modos sejam confundidos.

EJA

O documento afirma expressamente que o Complemento à BNCC de Computação não apresenta um conjunto próprio de habilidades específicas para a modalidade EJA. A orientação municipal é adaptar e contextualizar competências e habilidades dos Anos Iniciais e Anos Finais para o perfil, as necessidades e as experiências de vida dos estudantes da EJA.

O Referencial apresenta organizações próprias para a 1ª Etapa e a 2ª Etapa, com eixo, objeto do conhecimento, objetivo de aprendizagem e sugestões metodológicas contextualizadas.

No SIGESC, isso exige preservar a distinção entre:

  • código/habilidade nacional de origem;
  • adaptação/contextualização para EJA;
  • etapa/modalidade em que a adaptação municipal é utilizada.

Não se deve inventar um código BNCC-EJA inexistente apenas para acomodar a interface.

Avaliação

A seção 31 estabelece como centrais a avaliação diagnóstica e a avaliação formativa.

A diagnóstica é apresentada como instrumento para identificar o ponto de partida, conhecimentos prévios e lacunas no início do processo. A formativa acompanha o progresso durante a aprendizagem e fornece feedback para ajustar estratégias, verificar compreensão e consolidação de habilidades e objetivos de aprendizagem.

Essa orientação coincide diretamente com a evolução planejada do SIGESC para:

  • avaliação vinculada a habilidades;
  • questão/item vinculado a uma ou mais habilidades;
  • correção automática ou assistida com supervisão humana;
  • evidência individual por estudante;
  • identificação de avanços e necessidades;
  • intervenção e reavaliação.

A futura automação não deve reduzir a avaliação a uma nota: a nota é um resultado acadêmico, enquanto os acertos, erros e produções vinculados às habilidades constituem evidências de aprendizagem.

Uso futuro na geração de avaliações do SIGESC

Este Referencial pode alimentar diretamente o motor de avaliação, principalmente com:

  • habilidade/objetivo a avaliar;
  • eixo;
  • objeto de conhecimento;
  • progressão por ano ou faixa;
  • componentes curriculares relacionados;
  • sugestões metodológicas;
  • contexto de transversalidade;
  • orientação diagnóstica e formativa.

O fluxo recomendado é:

Fonte curricular oficial → versão curricular validada → conteúdo efetivamente ministrado → matriz da avaliação → geração/seleção de questões → revisão humana → aplicação → correção → evidências por habilidade → análise de aprendizagem.

A IA pode apoiar extração, associação, geração de itens e análise, mas a publicação de uma avaliação oficial e a homologação de resultados ambíguos devem permanecer sob supervisão humana.

Regras de preservação e normalização

Ao estruturar este documento no SIGESC:

  1. preservar o PDF e sua proveniência como fonte documental;
  2. guardar página/trecho de origem para cada item curricular extraído quando tecnicamente possível;
  3. manter o texto original separado da representação normalizada;
  4. validar códigos contra a base canônica da BNCC da Computação;
  5. não corrigir automaticamente divergências ou erros de digitação do documento sem adjudicação humana;
  6. representar corretamente habilidades específicas por ano e habilidades unificadas (EF15COxx e EF69COxx);
  7. versionar o referencial por vigência, evitando que uma atualização futura altere retrospectivamente o currículo utilizado em 2026;
  8. preservar o escopo da mantenedora e o isolamento multi-tenant.

Relação com a arquitetura curricular em evolução

Este documento reforça que o atual conceito genérico de curriculum_adaptations precisa evoluir para distinguir, pelo menos:

  • fonte documental;
  • habilidade canônica;
  • versão/vigência curricular;
  • item curricular municipal;
  • contextualização/adaptação local;
  • vínculo com modalidade/etapa/faixa;
  • proveniência documental.

A modelagem definitiva deve ser tratada em decisão arquitetural própria antes de alterar a SSoT curricular do SIGESC.